Marcele Tonelli
Elas surgiram em meio à Lei Maria da Penha (11.340 de 2006) e são consideradas um avanço no que diz respeito ao combate à violência doméstica e familiar contra mulheres no Brasil. Somente neste ano, em Bauru, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e Defensoria Pública, as medidas protetivas de urgência somaram 189 pedidos ajuizados no Fórum da cidade, o que totaliza uma média de dois registros a cada dia. Entretanto, lacunas na execução e falta de fiscalização da própria medida demonstram a fragilidade da lei quanto à proteção efetiva das vítimas, que por muitas vezes, acabam garantidas apenas no papel.
Malavolta Jr.
Ao casar-se, há cerca de 15 anos, Dalila (nome fictício escolhido pela vítima), 30 anos, não imaginava que seu marido poderia envolver-se com crack e transformar-se em uma pessoa agressiva logo nos primeiros anos de convivência.
“Ele batia em mim e nos meus filhos, era um terror. Dava muitas pancadas na cabeça e chutes. Até meus dentes ele chegou a quebrar com soco”, conta a mulher, chorando.